sexta-feira, 2 de abril de 2010

Mais uma vez, Cuba: o que há por trás das Damas de Branco?

Do Portal Vermelho.org

Existe um excelente filme chamado Edukators, que expõe de forma interessante o conflito entre o capitalismo e seus adversários e que deixa muito claro, ao final, a maneira de agir de cada um. O empresário sequestrado involuntariamente se revela simpático, com as histórias de seu passado rebelde semelhantes às de seus algozes, mas uma vez livre age dentro do script de destruir, sem condescendência, o inimigo que o libertou.

Por Mair Pena Neto, no Direto da Redação

Este filme me veio à mente por tudo que se tem visto nos meios de comunicação sobre o que se passa em Cuba. As pessoas ficam até comovidas com as Damas de Branco, pobres mães que só querem defender seus filhos contra as injustiças de um sistema cruel e assassino.

Mas o que se esconde por detrás disso é a máquina de manipular consciências novamente a todo vapor em mais uma tentativa de destruir Cuba. A ilhazinha a poucos quilômetros da costa dos Estados Unidos continua incomodando, embora não represente nenhuma ameaça militar ou econômica ao grande império vizinho ou ao capitalismo em geral.

Mas, assim como os Edukators, ela toca na ferida pela denúncia constante do modelo excludente do capitalismo e suas consequências. Ela dá o exemplo da solidariedade com o seu sistema de saúde universal e internacionalista, enquanto Obama pena para aprovar emenda que inclui milhões de americanos no sistema de saúde, embora continuem precisando pagar planos.

A personagem de Edukators que levará oito anos de sua vida para pagar o conserto da Mercedes do empresário, após um acidente na rua da ultracapitalista Alemanha, é como o cidadão americano entregue à própria sorte por não poder pagar um plano de saúde. Pouco importa que seja um semelhante. A sociedade capitalista não foi feita para os incapazes. Ela é excludente por natureza.

Não foi a toa que, para enfatizar a questão, Michael Moore, em seu filme Sicko, levou para Cuba americanos que não conseguiam se tratar em seu próprio país. Lá, a saúde não é mercadoria e cada pessoa é considerada na sua individualidade. E isso num país pobre, bloqueado há 40 anos, com dificuldades extremas de obter material hospitalar, cirúrgico e medicamentos. Para Cuba, tudo é mais caro e mais difícil. Simplesmente porque não pode comprar quase nada do seu enorme vizinho e precisa trazer as coisas de muito mais longe.

Cuba, com todos os seus defeitos, é a prova de que um outro mundo pode ser possível, e é justamente isso que incomoda. Para tanto é preciso derrotá-la no campo das ideias, do imaginário coletivo mundial. Por isso a nova ofensiva e a construção das Damas de Branco, algumas talvez manipuladas em sua ingenuidade, outras pagas pela turma de Miami que saiu à rua em solidariedade, revelando o caráter do movimento.

Mas ao contrário das Mães da Praça de Maio, que marchavam por seus filhos desaparecidos e torturados e eram reprimidas pelas forças da ditadura argentina, essas são cercadas pela população de Havana que não tolera manipulações baratas.

Essa avalanche de informações sobre dissidentes como vítimas e as inocentes Damas de Branco não passam de mais uma tentativa de preparar terreno para promover uma mudança em Cuba, como as muitas já tentadas ao longo das últimas cinco décadas com os mais diferentes métodos. Só que a ilha, como a aldeia gaulesa de Asterix diante do império romano, não se deixa derrotar e continua contando com grande solidariedade internacional.

Um valor humano que o capitalismo desconhece.

Jorge Furtado: a antiga imprensa, enfim, assume partido

Finalmente a antiga imprensa brasileira assumiu que virou um partido político. O anúncio foi feito pela presidente da Associação Nacional dos Jornais e executiva da Folha de S.Paulo, Maria Judith Brito: "Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposiciobista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada". A presidente da associação/partido não questiona a moralidade de seus filiados assumirem a “posição oposicionista deste país” enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo. O artigo é de Jorge Furtado

Artigo publicado no blog de Jorge Furtado/Casa de Cinema de Porto Alegre

Quem estava prestando atenção já percebeu faz tempo: a antiga imprensa brasileira virou um partido político, incorporando as sessões paulistas do PSDB (Serra) e do PMDB (Quércia), e o DEM (ex-PFL, ex-Arena).

A boa novidade é que finalmente eles admitiram ser o que são, através das palavras sinceras de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais e executiva do jornal Folha de S. Paulo, em declaração ao jornal O Globo:

“Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”

A presidente da Associação Nacional dos Jornais constata, como ela mesma assinala, o óbvio: seus associados “estão fazendo de fato a posição oposicionista (sic) deste país”. Por que agem assim? Porque “a oposição está profundamente fragilizada”.

A presidente da associação/partido não esclarece porque a oposição “deste país” estaria “profundamente fragilizada”, apesar de ter, como ela mesma reconhece, o irrestrito apoio dos seus associados (os jornais).

A presidente da associação/partido não questiona a moralidade de seus filiados assumirem a “posição oposicionista deste país” enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo. Também não questiona o fato de serem a oposição ao governo “deste país” mas não aos governos do seu estado (São Paulo).

Propriedades privadas, gozando de muitas isenções de impostos para que possam melhor prestar um serviço público fundamental, o de informar a sociedade com a liberdade e o equilíbrio que o bom jornalismo exige, os jornais proclamam-se um partido, isto é, uma “organização social que se fundamenta numa concepção política ou em interesses políticos e sociais comuns e que se propõe alcançar o poder”.

O partido da imprensa se propõe a alcançar o poder com o seu candidato, José Serra. Trata-se, na verdade, de uma retomada: Serra, FHC e seu partido, a imprensa, estiveram no poder por oito anos. Deixaram o governo com desemprego, juros, dívida pública, inflação e carga tributária em alta, crescimento econômico pífio e índices muito baixos de aprovação popular. No governo do partido da imprensa, a criminosa desigualdade social brasileira permaneceu inalterada e os índices de criminalidade (homicídios) tiveram forte crescimento,

O partido da imprensa assumiu a “posição oposicionista” a um governo que hoje conta com enorme aprovação popular. A comparação de desempenho entre os governos do Partido dos Trabalhadores (Lula, Dilma) e do partido da imprensa (FHC, Serra), é extraordinariamente favorável ao primeiro: não há um único índice social ou econômico em que o governo Lula (Dilma) não seja muito superior ao governo FHC (Serra), a lista desta comparação chega a ser enfadonha
Serra é, portanto, o candidato do partido da imprensa, que reúne os interesses da direita brasileira e faz oposição ao governo Lula. Dilma é a candidata da situação, da esquerda, representando vários partidos, defendendo a continuidade do governo Lula.

Agora que tudo ficou bem claro, você pode continuar (ou não) lendo seu jornal, sabendo que ele trabalha explicitamente a favor de uma candidatura e de um partido que, como todo partido, almeja o poder.

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Annita Dunn, diretora de Comunicações da Casa Branca, à rede de televisão CNN e aos repórteres do The New York Times:

"A rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano" (...) "não precisamos fingir que [a Fox] seria empresa comercial de comunicações do mesmo tipo que a CNN. A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico. Quando o presidente [Barack Obama] fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição."

SOBRE ESSE TEMA, LER TAMBÉM:

A Globo e a ditadura, segundo Walter Clark

A decadência da imprensa brasileira


# MÍDIA - IMPRENSA - BRASIL

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16499

Rusia y Venezuela firmarán acuerdos estratégicos de cooperación


Venezuela es uno de los principales puentes de Rusia en América Latina, pues ambos gobiernos han firmado numerosos acuerdos en los últimos años en materia energética y de defensa. En la reunión que protagonizarán esos Gobiernos se sumará la presencia del mandatario boliviano Evo Morales, quien viajará a Caracas específicamente para firmar acuerdos estratégicos con Moscú.

TeleSUR

El primer ministro de Rusia, Vladimir Putin, arribará a Venezuela este viernes para suscribir con el presidente de esa nación sudamericana, Hugo Chávez, pactos de cooperación en diferentes temas con el fin de afianzar las relaciones bilaterales y profundizar en el mercado común.

En la agenda que desarrollará la autoridad rusa en suelo venezolano, también se incluye la firma de una alianza estratégica con el mandatario boliviano, Evo Morales, que permita proyectar los acuerdos mutuos en materia de energía, finanzas y defensa.

El vicepresidente de Venezuela, Elías Jaua, declaró este jueves a la estatal Venezolana de Televisión (VTV), que este viernes "vamos a recibir con todos los honores, con la alegría y el respeto que se merece el primer ministro Putin, un hombre de vanguardia que ha consolidado y levantado la gran Rusia junto al presidente Medvedev".

Se prevé que Putin participe en una ceremonia frente a los restos del prócer venezolano, El Libertador Simón Bolívar, para depositar una entrega floral en su honor, para luego encontrarse con Chávez y Morales.

El premier ruso suscribirá con el mandatario venezolano, "acuerdos que nos llevan a una siguiente etapa en la cooperación con Rusia, que ya no sólo será energética y militar, sino también ahora industrial social, cultural, en materia de salud", aseguró este jueves Jaua, acompañado del viceprimer ministro ruso Igor Sechin, que llegó el pasado miércoles a Caracas, la capital venezolana.

La reunión entre Putin y Chávez dará continuidad a los convenios energéticos y sociales adelantados el pasado miércoles durante la VII Comisión Mixta entre Rusia y Venezuela.

El punto central de la visita de Putin es el lanzamiento de una corporación petrolera mixta, que comenzará a producir unos 50 mil barriles diarios de crudo en este 2010, cantidad que se espera incrementar hasta llegar a los 450 mil barriles diarios en la Faja Petrolífera del Orinoco, la mayor reserva de crudo del planeta, ubicada en el centro-este de Venezuela.

La inversión de la empresa mixta ronda los 30 mil millones de dólares.

Entre otros de los pactos a ser suscritos, resalta la creación de un banco ruso-venezolano que financiaría el desarrollo bilateral, así como una empresa mixta encargada de realizar exploraciones de pozos de petróleo y gas.

Los renglones de agricultura, transporte y prevención de desastres también serán temas de acuerdo entre las naciones involucradas.

Además, el alto funcionario ruso se prevé que Putin aproveche su visita oficial a Venezuela para realizar un acto de entrega de los últimos cuatro helicópteros rusos Mi-17, de los 38 vendidos por Moscú a Caracas en 2006, según fuentes oficiales.

También se intentará concretar el suministro a Venezuela de unos 2 mil 200 automóviles rusos Lada, así como la construcción de plantas de ensamblaje y de mantenimiento de vehículos en territorio venezolano.

Voceros de Venezuela y Rusia manifestaron que a propósito de la visita de Putin, se realizaría en Caracas una demostración de un birreactor contra incendios Beriev-200 (Be-200), cuyas capacidades serían exhibidas en el Parque Nacional Waraira Repano, ubicado en la montaña que separa la capital venezolana del Mar Caribe.

Por su parte, el ministro de Relaciones Exteriores de Venezuela, Nicolás Maduro, destacó las buenas relaciones entre ambos Gobiernos enmarcadas en las áreas de defensa y de seguridad que han logrado reavivar esos sectores hacia un futuro de apoyo bilateral.

"Nosotros tenemos una cooperación estrecha que se ha dado sobre la base de la confianza mutua en materia de seguridad y defensa (...) que ha permitido renovar toda la tecnología y el parque de nuestra Fuerza Armada y eso va encaminado", aseguró el canciller venezolano.

El jefe de Estado de Bolivia, Evo Morales, se trasladará a Caracas especialmente para abordar con el primer ministro ruso aspectos concernientes a un crédito por 100 millones de dólares solicitado por el mandatario andino y que está destinado a las Fuerzas Armadas de su país.

El préstamo incluye la compra de una aeronave Antonov para uso presidencial, según fuentes oficiales en La Paz.

Se prevé que Morales y Putin debatan en relación a otros temas energéticos, en vista del anuncio realizado por el Gobierno boliviano sobre los trabajos de una misión técnica de la estatal rusa Gazprom en ese país sudamericano con el fin de explorar reservas de gas y petróleo.