domingo, 6 de novembro de 2011

Bela palestra: O Ódio no Brasil, com Leandro Karnal

O Ódio no Brasil – Leandro Karnal from cpfl cultura on Vimeo.

LEMA DO PIG - FAÇA O QUE EU FALO,MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO!

A CPI DA EMENDAS FOI PARA O ARQUIVO,JUNTO AS OUTRAS 100 CPI's




BLOG O MURAL: Os deputados federais do PSDB, DEM, PPS cobram do governo federal que se apurem as denuncias e punam os acusados de corrupção o que afirmo - é correto - mas os mesmo partidos com a ajuda da mídia tentam a qualquer custo abafar a CPI que quer apurar as denuncia de favorecimento nas liberações de emendas a parlamentares da base do governo estadual, esta base já inclui outros partidos como PR, PSB, PDT, PV e PMDB alem é claro dos já citados PSDB, DEM e PPS, todos os deputados juntos não deixam passar CPIs que tente apurar qualquer denuncia contra o governador Alkimim. O texto abaixo do presidente de PT de Sorocaba mostra a realidade desta disputa na assembléia, ele também é assessor parlamentar do deputado estadual Hamilton Pereira-PT.CPI das emendas parlamentares

Esta denuncia de compra de deputados em São Paulo é da mesma gravidade do que foi o chamado mensalão para o governo federal em Brasília, mas o tratamento dado pela midia nas duas denuncia tem diferença de quilometro de distancia e de igualdade, uma ficou por mais de 6 meses no noticiário e sempre que possivel vem a tona como um absurdo descalabro de distorção das informações tentando na pressão colocar o povo contra um unico partido que é o PT, sendo que vários partidos estavam envolvidos, já a outra não durou mais que duas semanas e não se tem mais notícia sobre o assunto nem quando os deputados encerrarm a CPI num manobra dentro da assembléia.

A pergunta que fica é porque que pau que bate em Francisco em Brasília não quer bater em Chico em São Paulo? Algo de errado deve ter, afinal quem cobra com tamanha veemência uma apuração em Brasília deveria também apoiar da mesma forma em São Paulo. Os grifos e do blog.

O deputado Roque Barbiere (PTB), da base do governador tucano Geraldo Alckmin, denunciou recentemente o escândalo das emendas parlamentares. Fez questão de deixar muito claro que este esquema não era praticado por todos os deputados, mas foi suficiente para colocar a casa legislativa do mais importante estado no olho do furacão. O deputado governista disse que há ...parlamentar que, ao liberar suas emendas, já indica quem vai executar a obra, e a contrapartida é uma porcentagem do valor liberado.

Feito a denúncia, o governo do PSDB entrou em ação para abafar o caso, encontrando eco na grande mídia, que pautou pouco este escândalo. Na Assembleia Legislativa, os deputados que compõem a base governista ocuparam os espaços de investigação, com o único objetivo de não deixar andar qualquer proposta da oposição que fosse para apurar as denúncias. Para se ter uma ideia do rolo compressor, dos 94 deputados estaduais, apenas 28 não pertencem à base governista.
Mas isso tem um preço: estudo realizado pela assessoria técnica da bancada petista comprova que deputados que apoiam o governador são privilegiados na liberação de emendas.
De um total de R$ 48 milhões liberados pelo estado, R$ 15,9 milhões foram para deputados do PSDB, R$ 9,6 milhões para o DEM e R$7 milhões para o PV. O PT, que compõe a maior bancada da casa (24 parlamentares) teve pouco de mais de R$ 3 milhões em recursos.
A bancada petista pediu a abertura de uma CPI para apurar as denúncias de Barbiere e conseguiu apenas 30 das 32 assinaturas necessárias até o momento. Os movimentos organizados fizeram um ato no último dia 27 de outubro na Assembleia Legislativa, no sentido de sensibilizar os demais parlamentares a assinarem a CPI. Não tem sido fácil chegar lá. Aqui na nossa região, somente o deputado Hamilton Pereira assinou o pedido. Os demais deputados, que seguem a orientação do governo, não assinaram. As entidades continuarão a realizar uma série de ações para que os deputados apurem as denúncias. CPI já!
José Carlos Triniti Fernandes - Presidente do PT de Sorocaba

Outra pergunta que o blog faz é porque com tanta emenda liberada para os deputados do PSDB, DEM e PV Porto Feliz nunca foi beneficiada? Só emendas dos deputados do próprio PT como foi o caso do deputado Hamilton Pereira e Ana do Carmo recentemente destinou emendas para a cidade. Olha que os deputados do PV, PSDB e DEM foram bem votados na cidade.

Do blog Cutucando de Leve

Separatismo de estados esconde debate sobre desenvolvimento


Criação de estados é caminho fácil para resolver problemas particulares de elites políticas e econômicas paroquiais sem atacar problemas estruturais. Mesa redonda em Belém mostra como proposta de repartir Pará em três seria exemplo perfeito de aliança em proveito próprio e de ameaça às causas populares.

Najla Passos*

Treze projetos de redivisão do país tramitam hoje no Congresso. Caso fossem aprovados, o Brasil teria dez estados novos e despesa extra de R$ 13 bilhões por ano. Para os participantes da mesa redonda “Divisão do Pará: o que está em jogo?”, promovida pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (PA), na última sexta-feira (4), este tipo de discussão contribui para esconder debate realmente necessário, sobre modelo de desenvolvimento.
“Se a população aprovar os desmembramentos do Pará, Carajás já nascerá como o estado mais violento do país e Tapajós será o mais pobre”, afirmou o economista Gilberto Marques, na Universidade Federal do Pará (UFPA), que participou do debate.
Segundo ele, 53% dos homicídios do Pará ocorrem na região de Marabá, enquanto a região de Santarém, apesar de possuir 58% das terras paraenses, concentra apenas 11% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.
A divisão também poderia levar ao surgimento de lideranças locais sem compromisso com causas populares. Um exemplo disso seria o desmembramento de Tocantins a partir de Goiás, o que criou para o aparecimento de lideranças como a senadora Kátia Abreu (PSD), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
“O controle político que as elites locais constroem a partir dos novos municípios e estados têm significado retrocesso para o povo”, exemplificou o antropólogo e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), Roberto Araújo.
O professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal do Pará (UFPA) Aloísio Nunes lembra que novos estados demandam novas lideranças políticas. “E quem elege os políticos não é o povo, mas as empresas que financiam as campanhas deles. São essas forças econômicas que decidem, inclusive, quem pode ou não se candidatar”, disse.
Fator Vale do Rio Doce
No pretenso estado de Carajás, é fácil avaliar quem associará poder político e econômico. Apesar da forte presença do agronegócio na região, quem domina o poder econômico é a Companhia Vale do Rio Doce, ex-estatal brasileira privatizada durante o governo Fernando Henrique Cardoso. A empresa, que tem cerca de 40% de capital estrangeiro, é que dita o ritmo do desenvolvimento da região.
Na pauta da exportação, os produtos básicos são presença majoritária, o que põe em xeque o discurso de industrialização do Pará. Até 2005, o volume exportado de produtos básicos e industrializados se equiparava. “Hoje, os básicos já somam três vezes mais”, denuncia o professor do Gilberto Marques.
A indústria mineral representa 66% das exportações do Pará. O maior volume (73%) proveniente da região de Carajás, seguida pela região de Belém (22%) e, na lanterna, Tapajós (11%). Mais da metade das exportações é ferro extraído pela Vale, que é a responsável por 59,26% do total das exportações paraenses.
“A criação do estado de Carajás é a materialização do agronegócio e do império da mineração, tendo a Vale como carro-chefe”, acrescentou o sociólogo Raimundo Gomes, ligado ao Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (Cepasp) de Marabá.
Segundo ele, a companhia já domina a maior parte do território: controla o subsolo, parte do solo, ocupa terras públicas e avança na desterritorialização dos camponeses, gerando violência e miséria para a população.
*A repórter viajou a Belém a convite do Museu Paraense Emílio Goeldi, que pagou as despesas com transporte e hospedagem.

Ps.do O Carcará: Se o Brasil é uma República Federativa onde cada Unidade da Federação está “atrelada” ao poder central que é mantido por todos os cidadãos, porque esse plesbicito apenas no Pará? A provável divisão atingirá toda a população, portanto, deveria ser consultado todo o país.

Do blog o Carcará