sábado, 17 de março de 2012

Brasil vira exemplo de luta anticorrupção

Do Crônicas do Motta

Huguette (esq.) e Dilma: elogios ao Brasil    (José Cruz/ABr)
O Brasil é apresentado por certos setores da imprensa, da política e da sociedade como o paraíso da corrupção. Falam como se a prática fosse não só acobertada, mas até estimulada pelo governo - sempre o federal, claro; os outros, principalmente os de oposição, parecem ser a quintessência da moralidade.
Claro que isso faz parte do jogo do poder, e é verdade também que a corrupção, pelo menos no âmbito da União, tem sido combatida de maneira dura, com instrumentos que foram criados ainda no primeiro governo Lula, e tem diminuído: basta ver o número de servidores públicos que foram afastados nesses últimos tempos.
Pois bem, na quarta-feira a presidente Dilma Rousseff recebeu a presidente do Conselho de Administração da ONG Transparência Internacional, Huguette Labelle. A entidade é a mesma que já fez severas críticas ao Brasil. Desta vez, porém, o discurso mudou. "Se continuar nessa trilha que começou, o Brasil poderá demonstrar que um país pode fazer muito em pouco tempo", disse Huguette na entrevista que deu à Deutesch Welle Brasil.
Ela se referia à Lei de Acesso à Informação, que entrará em vigor no dia 16 de maio e cujo texto regulamenta o acesso a dados do governo, pela imprensa e pelos cidadãos, e determina o fim do sigilo eterno de documentos oficiais. Segundo ela, o Brasil poderá servir de exemplo para países da região e exportar o modelo de transparência que vem adotando.
A seguir está a íntegra da sua entrevista. Seria bom que esses Catões todos espalhados por aí dessem uma lida nela para que reduzissem a dose de cinismo que acompanha suas alocuções:

DW Brasil: Na opinião da Transparência Internacional, qual é a posição que o Brasil ocupa hoje na luta contra a corrupção?
Huguette Labelle: No passado recente, uma série de ações foi tomada. Tem havido uma forte liderança, o que é sempre importante: comprometimento e ações para dar efeito aos comprometimentos. A agenda legislativa é bem importante. Parte do trabalho, que vem sendo feito pela Controladoria Geral da União na transparência de dados como gastos e receitas do governo, aconteceu num momento oportuno em que muitos países poderão aprender com o Brasil. Uma série de outras ações está sendo colocada em prática neste momento, mas claro que a agenda nunca está concluída, haverá sempre muito trabalho na implementação, por exemplo, da Lei de Acesso à Informação. Eu acho que todos os países têm muito que fazer pela transparência e luta contra corrupção no nível municipal, por exemplo. Muitos países têm muito que fazer a respeito do sistema judiciário, e eu sei que isso faz parte do plano do Brasil. Então eu acho que o Brasil, se continuar nessa trilha que começou, poderá demonstrar que um país pode fazer muito em pouco tempo, numa agenda de tolerância zero diante da corrupção.
DW Brasil: Em novembro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff assinou a nova lei, aprovada pelo Congresso, sobre o acesso à informação. É uma lei bastante ampla e envolve o Executivo, Judiciário e o Legislativo nas três esferas (municipal, estadual e nacional). Qual sua opinião sobre a aplicabilidade dessa lei num país como o Brasil?
Huguette: O fato de ela ser aplicada a todos esses setores é muito importante. Então esse é um passo muito positivo. Também significa que a implementação é mais complexa. Eu acredito que, sim: o fato de a lei ter que ser implementada em pouco tempo é muito desafiador, mas, ao mesmo tempo, é importante para que as pessoas possam ver que sim, agora temos uma lei, mas também temos ações e podemos alcançar o acesso a informações. Mas isso também vai significar que o governo terá que aprender com essa implementação. Eu acredito que é uma importante atitude ser capaz de rever periodicamente quais são os problemas e como as coisas podem melhorar. Mas o fato de a lei ser aplicada para todas essas áreas também será um fator para que outros países tenham a possibilidade de observar, porque em muitos países [leis como essas] são muito limitadas.
DW Brasil: Muitos analistas dizem que o Brasil não tem a "cultura da transparência". A senhora acredita que é verdade que a cultura pode ter papel fundamental na dificuldade de implementação da Lei de Acesso à Informação?
Huguette: Para mim, trata-se mais de uma questão de prática do que de cultura. A prática antes era a do segredo, enquanto que hoje o que se vê mais e mais é que as pessoas estão consultando amplamente os novos programas, novas políticas, novas leis. Então o que era um segredo até que estivesse pronto não é mais. Acho que já é um grande passo, ao menos na maioria dos países. Eu acredito que, para haver uma mudança cultural, os líderes e funcionários dos governos precisam entender que a informação não é deles, é do povo. E no momento que você pensa na informação dessa maneira, seu cérebro se transforma e olha para essa questão de uma maneira bem diferente: que é o direito das pessoas de terem acesso a informação, a informação é deles. Claro que há a questão da privacidade ou de sigilo para investigações em andamento. Mas isso deve ser limitado e deve ser claro. A maior parte da informação precisa ser disponibilizada online para todos ver que não há o que esconder. Esses são os dois principais aspectos: nada a esconder e a informação do povo. Quando se inicia com esses dois princípios poderosos, há a possibilidade de criar um novo ambiente no governo.
DW Brasil: Muitos ministros do governo Dilma Rousseff saíram dos cargos ou pediram demissão após uma série de denúncias de corrupção. O que isso significa para a Transparência Internacional?
Huguette: Se há evidência de má gestão ou corrupção, fraude, então o líder precisa agir. Não pode virar as costas, porque é aí que a impunidade permanece. Então se são 20 pessoas, são 20 pessoas. Se forem 100 pessoas, que sejam 100 pessoas. Eu acho que, primeiramente, é uma questão de não tolerar impunidade, de assegurar que a contravenção não será tolerada. Também serve como um inibidor muito forte, porque se pessoas num departamento do governo sabem ou sentem que um executivo de alto escalão fez algo errado e isso foi tolerado, essas pessoas pensam: porque não eu também? Cria-se um ambiente em que a infração é aceita. Não são, portanto, os números que importam, mas sim assegurar que, se há indícios de fraude e corrupção, as pessoas serão removidas, investigadas. Caso nada fique comprovado, então elas voltam para seus postos. Mas se já se chegou a essa medida [de afastar ministros] é porque há sinais suficientes.
DW Brasil: O Brasil se prepara para receber importantes eventos esportivos. Nesse processo, há vários aspectos ligados à transparência que preocupam especialistas. Esta semana, por exemplo, Ricardo Teixeira afastou-se Confederação Brasileira de Futebol e do Comitê Organizador da Copa de 2014. Avalia como positivo esse fato?
Huguette: Qualquer coisa que puder ser feita para construir transparência e integridade nos jogos vai ser vital. Vital para o bem dos jovens atletas que acreditam que dedicar-se ao esporte ainda é uma boa maneira de conduzir a vida. Mas é importante, também, prevenir a corrupção.

sexta-feira, 16 de março de 2012

IMPRENSA GOLPISTA FAZ OPERAÇÃO CASADA EM SACOS DE LIXO

Via Cloaca News




















 
 
 
A propósito da postagem “A tiragem turbinada de Veja”, assinada pelo Prof. DiAfonso e publicada no Blog do Nassif, registramos o flagrante enviado pelo nosso leitor Luiz Antonio Ferreira, capturado na “livraria de auto-ajuda” do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. 
Cena semelhante também foi registrada em São Paulo, pelas lentes do Wadilson Oliveira. Clique aqui para ver.

O baixo nível da TV no Brasil

Extraído no blog O Terror do Nordeste



Por Dom Henrique Soares, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracajú-SE
A situação é extremamente preocupante: no Brasil, há uma televisão de altíssimo nível técnico e baixíssimo nível de programação.
Sem nenhum controle ético por parte da sociedade, os chamados canais abertos (aqueles que se podem assistir gratuitamente) fazem a cabeça dos brasileiros e, com precisão satânica, vão destruindo tudo que encontram pela frente: a sacralidade da família, a fidelidade conjugal, o respeito e veneração dos filhos para com os pais, o sentido de tradição (isto é, saber valorizar e acolher os valores e as experiências das gerações passadas), as virtudes, a castidade, a indissolubilidade do matrimônio, o respeito pela religião, o temor amoroso para com Deus.
Na telinha, tudo é permitido, tudo é bonitinho, tudo é novidade, tudo é relativo!
Na telinha, a vida é pra gente bonita, sarada, corpo legal…
A vida é sucesso, é romance com final feliz, é amor livre, aberto desimpedido, é vida que cada um faz e constrói como bem quer e entende!
Na telinha tem a Xuxa, a Xuxinha, inocente, com rostinho de anjo, que ensina às jovens o amor liberado e o sexo sem amor, somente pra fabricar um filho…
Na telinha tem o Gugu, que aprendeu com a Xuxa e também fabricou um bebê…
Na telinha tem os debates frívolos do Fantástico, show da vida ilusória…
Na telinha tem ainda as novelas que ensinam a trair, a mentir, a explorar e a desvalorizar a família…
Na telinha tem o show de baixaria do Ratinho e do programa vespertino da Bandeirantes, o cinismo cafona da Hebe, a ilusão da Fama…
Enquanto na realidade que ela, a satânica telinha ajuda a criar, temos adolescentes grávidas deixando os pais loucos e a o futuro comprometido, jovens com uma visão fútil e superficial da vida, a violência urbana, em grande parte fruto da demolição das famílias e da ausência de Deus na vida das pessoas, os entorpecentes, um culto ridículo do corpo, a pobreza e a injustiça social…
E a telinha destruindo valores e criando ilusão…
E quando se questiona a qualidade da programação e se pede alguma forma de controle sobre os meios de comunicação, as respostas são prontinhas:
(1) assiste quem quer e quem gosta,
(2) a programação é espelho da vida real,
(3) controlar e informação é antidemocrático e ditatorial…
Assim, com tais desculpas esfarrapadas, a bênção covarde e omissa de nossos dirigentes dos três poderes e a omissão medrosa das várias organizações da sociedade civil – incluindo a Igreja, infelizmente – vai a televisão envenenando, destruindo, invertendo valores, fazendo da futilidade e do paganismo a marca registrada da comunicação brasileira…
Um triste e último exemplo de tudo isso é o atual programa da Globo, o Big Brother (e também aquela outra porcaria, do SBT, chamada Casa dos Artistas…).
Observe-se como o Pedro Bial, apresentador global, chama os personagens do programa: “Meus heróis! Meus guerreiros!” – Pobre Brasil!
Que tipo de heróis, que guerreiros!
E, no entanto, são essas pessoas absolutamente medíocres e vulgares que são indicadas como modelos para os nossos jovens!
Como o programa é feito por pessoas reais, como são na vida, é ainda mais triste e preocupante, porque se pode ver o nível humano tão baixo a que chegamos!
Uma semana de convivência e a orgia corria solta…
Os palavrões são abundantes, o prato nosso de cada dia…
A grande preocupação de todos – assunto de debates, colóquios e até crises – é a forma física e, pra completar a chanchada, esse pessoal, tranqüilamente dá-se as mãos para invocar Jesus…
Um jesusinho bem tolinho, invertebrado e inofensivo, que não exige nada, não tem nenhuma influência no comportamento público e privado das pessoas…
Um jesusinho de encomenda, a gosto do freguês… que não tem nada a ver com o Jesus vivo e verdadeiro do Evangelho, que é todo carinho, misericórdia e compaixão, mas odeia o fingimento, a hipocrisia, a vulgaridade e a falta de compromisso com ele na vida e exige de nós conversão contínua!
Um jesusinho tão bonzinho quanto falsificado…
Quanta gente deve ter ficado emocionada com os “heróis” do Pedro Bial cantando “Jesus Cristo, eu estou aqui!”
Até quando a televisão vai assim?
Até quando os brasileiros ficaremos calados?
Pior ainda: até quando os pais deixarão correr solta a programação televisiva em suas casas sem conversarem sobre o problema com seus filhos e sem exercerem uma sábia e equilibrada censura?
Isso mesmo: censura!
Os pais devem ter a responsabilidade de saber a que programas de TV seus filhos assistem, que sites da internet seus filhos visitam e, assim, orientar, conversar, analisar com eles o conteúdo de toda essa parafernália de comunicação e, se preciso, censurar este ou aquele programa.
Censura com amor, censura com explicação dos motivos, não é mal; é bem!
Ninguém é feliz na vida fazendo tudo que quer, ninguém amadurece se não conhece limites; ninguém é verdadeiramente humano se não edifica a vida sobre valores sólidos…
E ninguém terá valores sólidos se não aprende desde cedo a escolher, selecionar, buscar o que é belo e bom, evitando o que polui o coração, mancha a consciência e deturpa a razão!
Aqui não se trata de ser moralista, mas de chamar atenção para uma realidade muito grave que tem provocado danos seríssimos na sociedade
.
Quem dera que de um modo ou de outro, estas linha de editorial servissem para fazer pensar e discutir e modificar o comportamento e as atitudes de algumas pessoas diante dos meios de comunicação.